FORNALHA

Cultura: trata-se de crenças, valores, comportamentos, instituições e suas regras morais, que fazem parte de uma sociedade e a identificam, ou seja, são os preceitos que as definem, com seus diversos grupos em determinados territórios e períodos. Dessa forma, vemos as diversas tribos que já existem e que ainda se formam a cada dia e, a partir de atividades culturais de nossa cidade, São Paulo, buscaremos as localizar e comentar a respeito de suas características.

Ivani Castilho recebe Roberto Mazzetto e amigos a evento em São Paulo – Maria Carvalho 15 de setembro de 2010

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Ocasião marcou a abertura da Exposição Oltre Il Silenzio do artista italiano

Nesta segunda-feira (13) foi aberta a exposição Oltre Il Silenzio, do artista plástico italiano Roberto Mazzetto, trazida ao Brasil pela aquarelista paulistana de renome internacional, Ivani Castilho. A mostra ficará em cartaz na cidade até o dia 17 (sexta-feira). Além da exibição, haverá também um curso com os artistas no mesmo local, mas este, devido ao sucesso, já tem vagas encerradas. Ambos se conhecem há 27 anos e colaboraram entre si por diversas vezes. Esta é sua primeira vinda ao país e ficará até o dia 20.

As obras do artista são cheias de leveza e retratam cenários do cotidiano e da natureza. Sua técnica, a Aquarelografia, nada mais é do que a expressão da gravura contemporânea experimental, valendo-se dos instrumentos e recursos da gravura, como a prensa, utilizados tradicionalmente em sua produção. Esta se utiliza de uma tinta para impressão que remete à aquarela por ter como propriedade marcante a transparência.

Em seu trabalho, Roberto Mazzetto faz a sobreposição de duas pinturas para chegar a uma imagem única, com maior movimento e perspectiva. A transparência, a leveza e a magia da aquarela marcam presença em suas gravuras. Diretor e um dos fundadores da gráfica e escola Bottega Del Tintoretto em Veneza, tem como objetivo em sua carreira preservar e divulgar a tradição da gravura e avançar em novas linguagens artísticas. 

 

O colégio virou uma metrópole, por Maria Carvalho 30 de maio de 2009

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Novo cartão postal - Ponte Estaiada Jornalista Octavio Frias de Oliveira

Novo cartão postal - Ponte Estaiada Jornalista Octavio Frias de Oliveira

Bela, rica, intelectual, democrática, viva, esportiva, cultural, sentimental, romântica, moderna, séria, extrovertida, profissional. Afinal, o que define São Paulo? Não há absolutamente nenhum adjetivo que consiga decifrar o que representa a metrópole.

Por muitos séculos, a capital paulista foi uma cidade bastante pacata. Isso mudou radicalmente com a chegada de grandes levas de imigrantes no final do século XIX e de migrantes no século XX. Eles foram atraídos pela cafeicultura e depois pela indústria e o setor de serviços. Assim, São Paulo cresceu e novas tradições se enraizaram.

A capital paulistana é um dos poucos lugares capazes de mesclar harmoniosamente modernidade e história. Já foi palco de acontecimentos marcantes que envolvem desde as margens do Ipiranga, passando por revoluções políticas, culturais e protestos em favor da democracia.

Hoje, além de um importante centro econômico e financeiro, um dos principais pólos de irradiação de tendências, cultura e entretenimento do Brasil, São Paulo recebe de braços abertos brasileiros, estrangeiros que trabalham e vivem na cidade, em um ambiente de tolerância e respeito à diversidade de credos, etnias, orientações sexuais e tribos.

Somos a 12ª cidade do mundo em número de eventos internacionais

O ranking 2008 da International Association Meeting Marketing (ICCA) divulgado em 15 de maio surpreendeu positivamente empresas e associações que trabalham com a realização de eventos internacionais e turismo de negócios na cidade de São Paulo. A novidade também é motivo de orgulho para paulistanos.

A cidade que não para saltou da 23ª para a 12ª posição, com 75 eventos cadastrados, ante 61 no ano anterior. Isso significa que a capital está cada vez mais competitiva em relação a destinos do mundo inteiro para a realização de eventos de visibilidade mundial, com uma atratividade que inclui 600 mil m² de área disponível para feiras, congressos e convenções, além de ampla oferta de hotéis, restaurantes e opções culturais.

Essa conquista é uma prova de que a cidade vem se desenvolvendo em linha com o objetivo de posicionar São Paulo como um dos mais importantes e estruturados destinos internacionais para receber eventos.

Dados turísticos:

A cada ano, cerca de 10 milhões de visitantes vêm à cidade para alavancar os negócios ou estreitar contatos profissionais, fazer compras ou aproveitar um calendário cultural antenado com o que se faz no mundo. Estar em São Paulo é vivenciar uma metrópole 24 horas, com estilo de vida que conjuga trabalho e lazer como se fossem duas faces da mesma moeda. Capital de um Estado do tamanho do Reino Unido, com uma população próxima à da Espanha e que gera quase metade da economia brasileira, São Paulo tornou-se também o primeiro destino turístico do país.
Desses, 1,7 milhões de visitantes são estrangeiros e 9,3 milhões são brasileiros.
Turistas de Negócios (permanência média de 3,5 dias na cidade) – Gasto médio: R$ 500,00 a R$600,00/dia;
Turistas de lazer (permanência média de 8 dias na cidade) – Gasto médio: R$ 200,00 a R$ 300,00/dia.

 

O que? Aonde? Quando? Quanto? por Luiza Leme 29 de maio de 2009

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cultura
As programações culturais não param na grande fornalha, faça chuva ou faça sol e o tempo pode esfriar…
Por se tratar de uma vasta programação, existem vários tipos de guias culturais para a capital paulistana, neles estão registrados os mais diversos eventos, cada qual voltado para seu público.
Desde junho do ano passado o Catraca Livre, um guia cultural online criado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, em parceria com a UNIESP, União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, está fucionando e é visitado por centenas de internautas da rede que buscam uma programação bastante em conta na cidade de São Paulo, sem deixar qualidade de lado. De acordo com o site, www.catracalivre.com.br, o guia “é uma agenda cultural do que há de melhor e de graça na cidade; é também um olhar sobre os talentos, as pessoas e invenções, que criam novos caminhos para a metrópole.”
Lá podem ser encontradas dicas de programações muito ricas, como o show da banda Irmandade do Blues, que tem a mais antiga formação em atividade dos grupos de blues de São Paulo, com 14 anos, e se apresentará dia 30 de maio, a R$ 0,00 na Biblioteca Pública Cassiano Ricardo. Ou, também no mesmo dia e a R$ 0,00, a cantora Neuza Pinheiro, no Sesc Vila Mariana, mais Frejat e Zeca Baleiro, nos shoppings Metrô Tatuapé e Anália Franco, respectivamente, de graça, no domingo, dia 31 de maio.
Além do Catraca Livre, temos outros guias culturais, o Boca a Boca, www.bocaboca.com.br, o Guia Off de peças teatrais, www.guiaoff.com.br, o Agenda da Periferia, www.acaoeducativa.org.br/agendadaperiferia/, elaborado pela Ação Educativa, entre outros.
Alguns destes guias culturais também circulam pela cidade e são encontrados em pontos culturais específicos.

 

Olha o quentão! É mentira! – Por Elaine Abreu 27 de maio de 2009

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Vejam mais essa iniciativa do nosso grande governo (sem ironias…eu aprovo o governo do Vampiro). Aqui, as escolas estão proibidas de vender quentão nas festas juninas. O impedimento foi publicado no Diário Oficial por meio de uma lei que veta a venda, fornecimento, mesmo gratuito, e consumo de bebidas alcoólicas em escolas e faculdades técnicas da rede estadual do Estado, entre elas, o famoso quentão. A lei impede toda bebida com teor alcoólico igual ou superior a 4,5 graus Gay-Lussac, gradação média da cerveja comum. A lei proíbe apenas a comercialização nas escolas municiais e particulares. Eu não sei qual é exatamente a idéia de nossos governantes. Será que eles estão querendo redimir os maus tratos a saúde deles se metendo nos hábitos da vida dos outros? É claro que no caso do cigarro é de se entender, pois se você quer fumar é um problema seu, mas quem não fuma não é obrigado a respirar a fumaça dos outros em um ambiente fechado. Mas no caso da bebida alcoólica, cada um arca com seu próprio consumo se é moderado e, em uma festa junina de escola, ninguém vai a ela para “encher a cara” de quentão. Essa “bebidinha” é apenas um alento aos pais que querem ter um pequeno aperitivo adulto no meio de tantas brincadeiras e alimentos infantis. E o melhor: o Governo do Estado de São Paulo vai estudar se o veto se estenderá às universidades. Vê se pode! Daqui a pouco vão querer até regular as cantigas da festa, porque, afinal, balão também não pode. Vamos ter de mudar a música para “o balão vai subindo, vem chegando a polícia”!

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Dentro de seu complexo, cultura paulistana abrange diversas tribos, por Maria Carvalho 25 de maio de 2009

Filed under: Uncategorized — Elaine Abreu @ 14:53

A cultura da cidade de São Paulo é considerada uma das mais ricas do Brasil, por possuir uma ampla rede de teatros, casas de show e espetáculo, bares, instituições de ensino, museus e galerias de arte. Tal complexo cultural, é fruto da interface de vários povos que imigraram durante a primeira República. Dentre tais culturas, destacam-se a italiana, a japonesa, a portuguesa e a espanhola. Traços desta mistura são evidentes em regiões da cidade consideradas “tipicamente italianas”, como o Bixiga ou “tipicamente japonesas”, como o bairro da Liberdade.

japones

Festa japonesa em comemoração a imigração

Assim, por se tratar de um enorme centro cultural abrangente São Paulo é praticamente um museu a céu aberto, com bairros e edifícios de incalculável valor histórico. A cidade possui uma enorme variedade de museus e galerias de arte, que possuem acervos dos mais variados estilos, da arte sacra a moderna, além de curiosidades sobre ciência, política, religião, entre outros temas. Entre os museus mais famosos da cidade estão Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu do Ipiranga, o Museu de Arte Sacra, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras instituições de renome. Também abriga um dos cinco maiores parques zoológicos do mundo, o Parque Zoológico de São Paulo.

Museu do Ipiranga

Museu do Ipiranga

Da mesma forma que se constitui como terreno germinador de cultura, também as próprias manifestações culturais, em momentos e contextos diversos, têm estabelecido um diálogo com a cidade, uma delas é a música, representada com diversas vertentes entre elas o samba, o rock,  o movimento hip-hop (break, grafite e rap), sendo que, no Brasil, os maiores expoentes dessa vertente cultural estão em São Paulo e seu entorno. Também não poderia ficar de fora a presença da música eletrônica, com diversas raves e festas, como o Skol Beats, Nokia Trends, Spirit of London, entre outras. Por seu aspecto urbano, a cidade cada vez mais se renova, aceitando os diversos ritmos musicais oriundos de todas as partes do país.

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Rave em casa noturna

 

Fernanda Montenegro experimenta viver Simone de Beauvoir. Por Luiza Leme 23 de maio de 2009

Filed under: Uncategorized — Elaine Abreu @ 20:55

Nesta última quinta-feira a dita e tida como grande dama dos palcos, Fernanda Montenegro estreou no SESC Anchieta o monólogo  “Viver Sem Tempos Mortos”, que tem como ponto central a troca de correspondências entre Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, filósofos franceses, aproveitando, é claro, que este é  ano da França no Brasil.

A peça faz parte de um projeto chamado Projeto da Liberdade, que também contará com a exibição do documentário “Uma Mulher Atual”, direção de Dominique Gros, todas as quartas-feiras, ás 20 horas, com entrada franca. Além da exposição de fotos, livros e cartas de Simone de Beauvoir, que já podem ser vistas. 

Todos os enventos serão realizados no espaço do SESC Anchieta.

Os ingressos para o espetáculo já se esgotaram até o final da temporada, que se estende até o final de junho. Apenas se houver alguma desistência é que os lugares serão liberados para a venda.

Mais informações podem ser encontradas no Portal SESC São Paulo www.sescsp.org.br/

 

Público GLS e o Largo do Arouche – Por Elaine Abreu 15 de maio de 2009

Filed under: Uncategorized — Elaine Abreu @ 1:19

Que em São Paulo temos um grande número de homossexuais, isso já não é tabu para ninguém, sendo notado pelo grande público que temos anualmente em nossa parada GLSBT (Gays, Lésbicas, Simpatizantes, Bissexuais e Transexuais), uma das maiores do mundo. Mas se tem um lugar em que essas pessoas sempre se encontram – seja para se divertirem somente, dançarem e etc, paquerarem…enfim, uma infinidade de coisas – esse local é o Largo do Arouche. Local próximo à Praça da República, esse local reúne todos os dias centenas ou milhares de pessoas.
Nas redondezas, há diversas casas que atendem ao público, como danceterias, baladas e até mesmo um restaurante “gay friendly” (amigável aos gays). Este restaurante é o Vermont. Localizado na esquina da Praça da República com a rua Vieira de Carvalho, este restaurante é a prova clara de que todos nós, homossexuais ou não podemos conviver em um mesmo ambiente. Durante o dia, a casa recebe muitas pessoas que trabalham na região e saem para fazerem seus horários de almoço. Mais tarde, transforma-se em um local aconchegante para desfrutar de boa comida e conversar com amigos e, quem sabe, até com um “rolo”.
Entre estes locais mais comuns, existe também na Vieira de Carvalho uma livraria muito aconchegante, ou seja, o que se nota observando o movimento nessa região é como a nossa cidade é plural e, que fique bem claro, quase sem preconceitos. Assim, quero dizer que ainda existem sim muitas pessoas preconceituosas em nossa cidade, mas nesse caldeirão cultural que é, temos de conviver bem com pessoas de todos os gostos e preferências. Isto porque, além de que, no fim, todos nós buscamos por afeto e compreensão, também seria tudo muito chato se fossemos todos iguais.

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